Tendências na decoração e na moda sempre vão existir e isso é ótimo porque elas, no passar do tempo, são o alicerce para entendermos a história dos costumes da sociedade e, visitando essa história, inventarmos e reinventarmos baseados nelas.
Na verdade, as novas tendências sempre têm um pouco do passado revisto, ressignificado, reinventado. E isso move o mundo para frente.
“- Então, qual é o problema das tendências na decoração, Rosana?” Você pergunta.
Muxarabi no teto, parede em tijolo aparente e revestimentos 3D. Eles são harmônicos juntos?
Os problemas das tendências na decoração
E eu respondo: Há mais de um e precisamos estar atentos para:
- Na reforma, não exagerarmos no uso de soluções novíssimas que podem trazer problemas no futuro.
- Também não usarmos tendências muito diferenciadas ou marcantes para itens de longa duração, difíceis ou caros para trocar (como pisos e metais, por exemplo).
- Sempre, evitarmos que a “super tendência que começou ontem” seja o ponto focal da sua decoração.
- Não colocarmos todas as tendências na decoração “da hora” em um só ambiente.
Com isso, minimizamos a possibilidade de, daqui a 3 anos, tendo toda a casa em boas condições, sentirmos que ela está “ultrapassada” e ficarmos com uma vontade enorme de reformar novamente, sem necessidade.
Os móveis detonados ou enferrujados no início da tendência industrial foram demais para mim…
O movimento do mercado e mídia
O que mais atrapalha é que, quando as tendências na decoração surgem, há um movimento coordenado de mercado que, praticamente, nos obriga a segui-las.
Você já reparou como está mais difícil encontrarmos pequenos formatos de cerâmica, por exemplo? A tendência são os grandes, enormes formatos, não é mesmo?
Percebe a quantidade de fotos de ambientes e casas em que há janelas, portas e divisórias com esquadrias contemporâneas em preto? Mesmo quando o estilo arquitetônico ou a decoração da casa ou apartamento não combina com esse elemento?
Lembra, alguns anos atrás, a enxurrada de pisos amadeirados com tons acinzentados? Para onde eles foram, me pergunto, agora que os tons quentes de madeira estão no auge?
A danada da tampa..
Um exemplo de solução que foi um frisson e que se mostrou, no tempo, uma fonte de problemas e aumento de trabalho no banheiro foi aquela ideia de esconder, não sei por que razão, o ralo das cubas com uma tampa.
Hoje, a maioria das pessoas que acompanhou essa tendência está arrependida devido ao trabalho enorme que é manter aquela tampa desnecessária sem quebrar e sem criar umidade que pode, rapidamente, virar um limo bem nojento.
Ripado, Iluminação linear, tijolinho
Uma outra tendência que ainda está sendo usada de forma exagerada e para desespero de quem limpa uma casa, são os painéis ripados.
O ripado pode ser um detalhe bonito, mas exagerar nele é aumentar a necessidade de uma limpeza detalhada, chata e difícil. Além de, provavelmente “datar” a sua decoração.
A tendência ao exagero no uso das tendências
O maior problema do uso das tendências na decoração assim que elas aparecem é, como quase tudo na vida, o exagero.
A iluminação linear e os leds atrás de espelhos são lindos e, quando bem planejados, funcionais. Mas colocar iluminação linear em exagero e leds atrás de todos os espelhos da casa, principalmente em ambientes pequenos, é um gasto a mais que pode iluminar mal e que, certamente, vai “datar” a sua decoração.
E o que vem depois do exagero é a “overdose”. E, de repente, todas as casas parecem iguais porque todas tem ripados, iluminação linear, leds atrás dos espelhos, estantes de serralheria acima da ilha ou península e a personalidade dos moradores da casa se perde.
Depois da “overdose” vem o cansaço e as tendências na decoração usadas em excesso são depreciadas e as casas que as usam se tornam “datadas”.
Quantas vezes você já viu isso acontecer?
Nas paredes: Cimento queimado, tijolinho e textura
É só pensar e lembramos de outros exemplos bem próximos: O tijolinho, o vidro reflecta, os revestimentos 3D, os metais sanitários em cores como rose gold e dourado, o “conceito aberto” usado muitas vezes sem observação criteriosa dos hábitos da família, o shabby chic, as cadeiras diferentes na mesa de jantar, as tendas e dosséis nos quartos infantis etc.
Metais rose gold e azulejo metrô. O primeiro praticamente desapareceu e o segundo está em todo canto atualmente, só resistindo mais por ser neutro, certamente
Mais para trás no tempo, tivemos: As texturas grossas nas paredes, os móveis enferrujados (quem inventou isso, Meu Deus!), as cortinas de contas ou miçangas separando ambientes, os galos, galinhas e pinguins na cozinha (essas são antigas mesmo) e muita coisa que, vira e mexe, volta novamente. Porque o mundo anda para frente, mas para se reinventar sempre olha para o passado.
As cadeiras diferentes algumas vezes ficavam diferentes demais…
Atualmente elementos que foram fortes tendências na decoração são usados com muito mais critério e bom senso porque não são mais “a grande tendência do momento”. Não há mais aquela avalanche de ambientes usando a mesma coisa ao mesmo tempo.
E isso muda tudo porque você pode usar qualquer dessas tendências sem que a veja em todo lugar e tendo certeza de que ela expressa algo de você e não é um desejo motivado pela exposição demasiada na mídia, por exemplo.
Tendas e pinturas nos espaços infantis
Finalizando: Não há nada errado em usar a tendência do momento (nem as passadas). Mas não exagere nem use só porque “todo mundo está usando” sem pensar se aquilo tem a ver com você e se funciona na sua casa.
Aliás, “usar porque todo mundo está usando” é a pior razão que você pode dar quando estiver decorando ou reformando sua casa se você deseja uma casa eficiente, que realmente lhe represente e pareça um lar de verdade.
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